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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Trabalho autônomo no Brasil: jornada mais longa e menor remuneração, aponta IBGE

Trabalhar por conta própria é o sonho de muitas pessoas, atraídas pela liberdade e autonomia que esse modelo proporciona. No entanto, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a realidade do trabalho autônomo envolve maior dedicação e, em média, menor remuneração do que o emprego formal.

De acordo com a pesquisa, a jornada média de trabalho formal no Brasil é de 39,1 horas semanais. Já os trabalhadores autônomos dedicam, em média, 45,3 horas por semana às suas atividades, ou seja, pelo menos seis horas a mais. O IBGE considera autônomos aqueles que gerenciam o próprio negócio, sozinhos ou com sócios, sem empregados e podendo contar com o auxílio de familiares sem remuneração.

Mesmo com uma carga horária maior, a pesquisa revela que a renda dos trabalhadores por conta própria é inferior à dos trabalhadores formais. No último trimestre de 2024, a renda média mensal dos trabalhadores no Brasil foi de R$ 3.215, enquanto os autônomos receberam, em média, R$ 2.682 no mesmo período.

O levantamento também aponta que 25,1% da população ocupada no país estava trabalhando por conta própria nos últimos três meses de 2024. Entre as unidades da federação, Rondônia registrou o maior percentual de trabalhadores autônomos (34,9%), seguido do Maranhão (32%) e do Amazonas (31,6%). Por outro lado, as menores taxas foram observadas no Distrito Federal, Tocantins e Mato Grosso do Sul, onde o percentual de autônomos ficou próximo dos 20%.

Os dados reforçam o peso do trabalho autônomo na economia brasileira e as diferenças entre esse modelo e o emprego formal, tanto em relação à jornada quanto à remuneração.

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