Ouça a Rádio Pomerode - 95.1fm

Orgulho em ser daqui!

Portal de Notícias Rádio Pomerode

Exibir Data

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Previous slide
Next slide
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Suzane Von Richthofen é processada por receber mais de R$ 50 mil de pensão pela morte dos pais

A Receita Federal busca cobrar uma dívida de R$ 52.993,30 de Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 2002. Atualmente em regime aberto, Suzane recebeu entre 2002 e 2004 uma pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), referente à morte dos pais, enquanto estava detida na Penitenciária Feminina I de Tremembé, no interior de São Paulo.

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação judicial argumentando que o benefício era indevido, dado que a própria Suzane foi condenada por planejar e participar do crime. Após uma longa tramitação, em 2013, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Suzane devolvesse R$ 44.500 aos cofres públicos — valor que, corrigido, ultrapassa atualmente R$ 50 mil.

Suzane alegou, à época, que já havia utilizado o dinheiro e não possuía meios para realizar o pagamento. Desde então, a Justiça Federal tem encontrado dificuldades para localizar a devedora e efetivar a cobrança. Foram realizadas buscas patrimoniais nos sistemas Bacenjud, Renajud e Infojud — mecanismos que rastreiam contas bancárias, veículos e imóveis —, mas nenhum bem em nome de Suzane foi identificado.

A dívida foi inscrita na Dívida Ativa da União, e o nome de Suzane consta nos cadastros de inadimplentes, como o Serasa. Mesmo assim, em 2023, ela obteve financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursar uma faculdade em uma instituição privada. O programa, custeado por recursos públicos, financia cursos superiores para estudantes sem condições financeiras de arcar com as mensalidades. Em tese, débitos com a União, como o de Suzane, poderiam impedir o acesso ao benefício.

O INSS afirmou que a responsabilidade pela cobrança é da Receita Federal, que, por sua vez, declarou não comentar casos individuais devido ao sigilo fiscal.

Suzane, que vive em regime aberto, tem a obrigação legal de manter seu endereço atualizado junto à Justiça de São Paulo. No entanto, autoridades enfrentam dificuldades para localizá-la. Ela teria sido vista em cidades do interior paulista, como Angatuba, Bragança Paulista, Águas de Lindóia, Atibaia e na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, mas seu endereço fixo segue desconhecido.

Em fevereiro de 2025, a Justiça reafirmou a validade da cobrança e determinou a continuidade das buscas por bens que possam ser bloqueados para o ressarcimento do valor devido.