O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu no domingo, 18 de outubro, aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia cerca de um ano. A informação foi confirmada pela assessoria do músico.
O artista ganhou projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980. Com um estilo próprio, aproximou o samba de elementos da música romântica, acompanhado de sua voz característica e do piano.
Benito di Paula se tornou um dos principais representantes do chamado samba-joia, vertente que conquistou grande popularidade no país. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, construiu um repertório que atravessou gerações e consolidou seu nome na história da música popular brasileira.
Entre seus maiores sucessos estão “Retalhos de Cetim”, lançada em 1973, “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Vai Ficar na Saudade”. As canções ajudaram a estabelecer sua identidade musical e mantiveram sua obra presente no repertório popular brasileiro.
Em 2025, o cantor também recebeu uma homenagem da escola de samba Águia de Ouro, no Carnaval de São Paulo, que levou sua trajetória artística para a avenida.
Benito di Paula nasceu Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro e deixa dois filhos: Rodrigo Vellozo e André Vellozo.
André morreu em 2019, enquanto Rodrigo seguiu os passos do pai na música e dividiu com ele projetos artísticos, incluindo o álbum “O Infalível Zen”, lançado em 2021, projeto que marcou a celebração de seus 80 anos.




