O Dia dos Namorados promete movimentar o comércio nos próximos dias. A data deve levar 100,1 milhões de consumidores às compras, é o que aponta pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas. De acordo com o levantamento, 61% dos entrevistados pretendem presentear no Dia dos Namorados, movimentando mais de R$ 26,4 bilhões no comércio.
Os esposos ou as esposas aparecem em primeiro lugar (58%) no ranking dos principais presenteados, enquanto 33% pretendem presentear os(as) namorados(as). Entre os motivos para presentear, os entrevistados destacaram o hábito de agraciar quem se gosta (42%) e o reconhecimento da data como um gesto importante (46%).
Já entre os 28% que não vão comprar, 63% justificam a ausência de um relacionamento. No entanto, fatores macroeconômicos já impactam o restante do grupo: 10% vão priorizar o pagamento de dívidas e 9% não possuem o costume de celebrar a data.
O valor médio investido no(s) presente(s) será de R$ 264 (subindo para R$ 295 nas Classes A/B). O volume médio por comprador está fixado em 1,5 presente. A pesquisa mostra ainda uma expectativa de reciprocidade, uma vez que 74% dos que irão presentear, acreditam que irão receber presentes.
“O Dia dos Namorados se consolidou como um pilar fundamental para o calendário comercial brasileiro, pois sua influência ultrapassa as vitrines das lojas e permeia toda a cadeia de serviços. É uma data que irriga desde o comércio de bens duráveis e vestuário até o setor de gastronomia, hotelaria e turismo. Essa capilaridade é essencial para manter o dinamismo da economia, permitindo que diferentes segmentos do mercado aproveitem o apelo emocional da celebração para impulsionar suas operações e fortalecer o empreendedorismo nacional.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Vestuário, itens de beleza e chocolates lideram o ranking dos itens mais procurados. 41% consideram dar um presente de segunda mão
A percepção de valor na data está diretamente atrelada à qualidade e ao ineditismo, mas o mercado de segunda mão desenha nichos de oportunidade. O principal fator considerado na compra é a qualidade do presente (27%), o desejo manifesto do presenteado (18%), a adequação ao perfil do presenteado (16%) e a busca por promoções e descontos (13%).
No ranking de itens mais procurados, destacam-se vestuário – roupas, calçados e acessórios (52%), beleza – perfumes, cosméticos e maquiagem (31%), chocolates (26%) e experiências – jantares, viagens e passeios consolidam a busca por momentos compartilhados (19%). A celebração da data será em casa (36%) ou em restaurantes (30%).
32% pretendem comprar presentes mesmo com contas em atraso
Apesar do otimismo comercial, a saúde financeira acende um alerta: 34% dos compradores admitem que gastarão mais do que podem. O apelo emocional é o grande motor: 66% justificam o gasto excessivo afirmando que o parceiro(a) “merece o esforço”.
A situação é ainda mais delicada para uma parcela da população: 32% dos que pretendem presentear possuem contas em atraso (69% deles estão negativados) e 10% admitem que vão deixar de pagar alguma conta básica para viabilizar a compra do presente.
Fonte: Site Varejo S.A – CNDL




