Pomerode foi alvo, na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro, da Operação Mariposa IV, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO. A ação investiga o download e a posse de arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A operação ocorreu em apoio à 19ª Promotoria de Justiça da Capital e à 2ª Promotoria de Justiça de Pomerode, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nos dois municípios.

Durante a ação, uma pessoa foi presa em flagrante em Florianópolis. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações identificaram indícios de que os suspeitos obtiveram arquivos com esse tipo de conteúdo por meio da internet. Até o momento, não foram identificadas relações entre os investigados.
As apurações deram origem a Procedimentos de Investigação Criminal nas duas Promotorias de Justiça. As medidas judiciais buscam aprofundar a investigação, identificar os responsáveis e reunir novas provas.
Os materiais recolhidos passarão por perícia e análise técnica especializada, que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e a identificação de possíveis vítimas e outros envolvidos.

Operação internacional
A Operação Mariposa integra uma mobilização internacional de combate à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A iniciativa reúne autoridades e instituições de diferentes países da América Latina e é coordenada pela Child Rescue Coalition, organização que desenvolve tecnologias para auxiliar investigações voltadas à proteção da infância.
A ação também conta com o apoio da INTERPOL, da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e da Tim Tebow Foundation.

O Ministério Público de Santa Catarina reforça a importância da orientação de crianças e adolescentes sobre privacidade e segurança digital. O órgão recomenda que pais, responsáveis e educadores mantenham diálogo sobre os riscos relacionados à produção, ao compartilhamento e à circulação de imagens pessoais na internet.
Com informações: Ministério Público de Santa Catarina




