Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado neste sábado, 17 de outubro, a Secretaria de Saúde de Pomerode reforça a importância da prevenção, da testagem e do tratamento da infecção.
Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que tem cura. Os testes rápidos e o tratamento estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do município, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 16h.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Simone Isabel Steffens da Silva, alerta que a infecção pode não apresentar sintomas ou ter sinais que desaparecem sem que isso signifique a cura.
“A sífilis precisa ser identificada e tratada corretamente. Muitas vezes, a pessoa pode não apresentar sintomas ou pode ter sinais que desaparecem, dando a falsa impressão de que a infecção curou espontaneamente”, ressalta.
A sífilis pode ser transmitida por relações sexuais sem preservativo, pelo contato com sangue contaminado e da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto.
Estágios e sintomas
A sífilis apresenta diferentes estágios. As fases primária e secundária concentram maior risco de transmissão.
Sífilis primária: caracteriza-se pelo surgimento de uma ferida, geralmente única e indolor, no local de entrada da bactéria, como genitais, ânus ou boca. A lesão pode aparecer entre 10 e 90 dias após o contato e vir acompanhada de ínguas na região da virilha.
Sífilis secundária: pode provocar manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas em diferentes regiões. Os sintomas podem surgir semanas ou meses após a cicatrização da ferida inicial.
Sífilis latente: é a fase em que não há sinais ou sintomas aparentes. Pode ser classificada como recente ou tardia, conforme o tempo de infecção.
Sífilis terciária: pode surgir anos após a infecção e causar complicações graves na pele, nos ossos, no coração e no sistema nervoso. Sem tratamento, pode levar à morte.

Gestantes precisam de atenção especial
Durante a gestação, a sífilis pode provocar aborto, parto prematuro, morte fetal ou do recém-nascido e complicações congênitas precoces ou tardias.
Por isso, a testagem durante o pré-natal é fundamental. Quando a infecção é identificada, o tratamento adequado reduz o risco de transmissão para o bebê.
“Toda gestante deve realizar o teste para sífilis durante o pré-natal, porque, quando não tratada adequadamente, a infecção pode ser transmitida para o bebê. A sífilis tem cura, e quanto mais cedo for diagnosticada, melhor”, reforça Simone.
Sífilis congênita exige acompanhamento
Quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê, os sintomas podem aparecer nos primeiros anos de vida. A sífilis congênita é classificada como precoce quando as manifestações surgem até os dois anos de idade e tardia quando aparecem depois desse período.
Crianças com diagnóstico de sífilis congênita recebem o tratamento indicado e, após a alta hospitalar, seguem em acompanhamento na unidade de saúde, com consultas e exames periódicos, como o VDRL.
Filhos de mães que tiveram sífilis durante a gestação também podem precisar de avaliação e monitoramento, mesmo quando não apresentam diagnóstico da infecção ao nascimento. O acompanhamento permite identificar alterações e encaminhar a criança para avaliação especializada e tratamento, quando necessário.
Teste rápido tem resultado em até 30 minutos
O teste rápido para sífilis é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde de Pomerode, com resultado em até 30 minutos. Quando o resultado é reagente, a equipe realiza a avaliação necessária e pode solicitar exames laboratoriais complementares.
No caso das gestantes, o tratamento deve começar imediatamente após um teste reagente, conforme os protocolos de saúde, sem aguardar a confirmação laboratorial.
O tratamento é feito com penicilina benzatina, medicamento eficaz contra a infecção. As parcerias sexuais também precisam ser avaliadas e tratadas quando indicado, para evitar reinfecção e reduzir a transmissão.
Pessoas que já tiveram sífilis podem continuar apresentando resultado reagente nos testes rápidos treponêmicos mesmo após o tratamento adequado. Por isso, os resultados devem ser interpretados por profissionais de saúde, considerando o histórico clínico e epidemiológico e, quando necessário, exames complementares.
Prevenção e atendimento
O uso de preservativos internos ou externos nas relações sexuais é uma das principais formas de prevenção. A testagem regular e o tratamento adequado também são essenciais para interromper a transmissão.
Durante a gestação, o acompanhamento pré-natal e a realização dos exames recomendados ajudam a prevenir a sífilis congênita.
Com informações: Ascom / PMP




