A Defesa Civil de Pomerode acompanha o alerta meteorológico para temporais previsto para este fim de semana, com possibilidade de chuva intensa, granizo e ventos fortes.
Em entrevista ao programa “A Voz da Comunidade”, da Rádio Pomerode, a coordenadora do órgão, Germaine Aline Bernhardt, falou sobre as medidas preventivas adotadas pelo município e as orientações para a população.
Segundo Germaine, a realidade de Pomerode é diferente da enfrentada por municípios próximos ao Rio Itajaí-Açu.
“Pomerode não sofre com as inundações do Rio Itajaí-Açu. O principal risco para o município está relacionado ao volume de chuva concentrado em um curto período”.
Investimentos em prevenção
Entre as ações adotadas pelo município estão o desassoreamento de ribeirões, a limpeza de bueiros e intervenções em galerias. De acordo com a coordenadora, a administração municipal ampliou as medidas de prevenção diante da previsão de aumento das chuvas.
Germaine também destacou o volume de recursos destinado neste ano às obras preventivas. Segundo ela, os investimentos municipais alcançam quase R$ 7 milhões e incluem intervenções para reduzir os impactos de eventos climáticos.
“Os recursos destinados neste ano às obras de prevenção representam um investimento de alguns milhões de reais, em um volume superior ao que normalmente é destinado para esse tipo de ação.”
Entre os trabalhos realizados estão os serviços de desassoreamento.

Três ribeirões já receberam intervenções, enquanto novos trechos estão em processo de contratação. O município também realiza ações no Rio do Testo com recursos da Defesa Civil estadual.
“O desassoreamento dos ribeirões é uma das ações de prevenção que estamos realizando. Já concluímos trabalhos em três cursos d’água e estamos encaminhando novas intervenções, dentro dos critérios técnicos, ambientais e legais”.
Na região da Rua Frederico Weege, conhecida como “Subida do Salto”, a Defesa Civil também realizou o corte de árvores em um ponto considerado de atenção devido às características do solo.
Segundo Germaine, o local possui uma camada de solo mais rasa sobre a rocha, o que aumenta a possibilidade de movimentação do terreno em períodos de chuva intensa.

“Na ‘Subida do Salto’, o solo é raso e fica sobre uma camada de rocha. Em períodos de chuva, quando o solo fica saturado, existe maior possibilidade de deslizamento, e as árvores podem contribuir para a movimentação desse material”.
A Defesa Civil orienta os moradores a adotarem medidas de preparação, principalmente aqueles que vivem em áreas com histórico de alagamentos ou deslizamentos.
Entre as recomendações estão estabelecer previamente locais seguros para permanência e combinar alternativas com familiares ou pessoas próximas.
Confira acima a entrevista, na íntegra.




