Pomerode se despede de uma das figuras mais marcantes das celebrações natalinas da cidade. Faleceu na manhã desta terça-feira, dia 07, aos 66 anos, Hans Bahr. Ele era conhecido por interpretar o Papai Noel em diversos eventos e por dedicar parte da vida a levar alegria, esperança e encanto a crianças e adultos.
Hans faleceu às 5h40min, no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, deixando a esposa, Julita, os filhos Vanessa, Stefanie, Talita e Daniel, além de seis netos, dois irmãos, a sogra, familiares e amigos. A filha Priscila é lembrada in memoriam.
Ao longo dos anos, Bahr tornou-se um dos rostos mais conhecidos do Natal pomerodense e também de Blumenau.
Vestir o traje vermelho ia muito além de uma caracterização: ele encarava a missão de transmitir sonhos, acolher crianças e proporcionar momentos especiais para as famílias.

O “bom velhinho” procurava viver intensamente o personagem e acreditava que o verdadeiro espírito natalino estava em espalhar amor, esperança e solidariedade.
Sua dedicação fez com que se tornasse uma referência nas programações de Natal de Pomerode e da região, participando de eventos, recepcionando visitantes e contribuindo para fortalecer a tradição natalina do município.
O cerimonial de despedida ocorrerá nesta quarta-feira, 08 de julho, às 10h, na Capela Luterana do Centro. O velório será realizado no mesmo local, em horário ainda a ser confirmado. Já o sepultamento acontece no Cemitério Municipal de Pomerode.
Com sua simplicidade, carisma e dedicação, Hans Bahr deixa uma lembrança que permanecerá viva na memória de muitas famílias que, durante anos, encontraram nele a representação da magia do Natal em Pomerode.
A Rádio Pomerode deseja à família enlutada, as mais sentidas condolências, neste momento de profunda dor e tristeza.
Hans Bahr
Seu memorial diz que Hans foi, acima de tudo, um homem apaixonado pela família. Ao lado da esposa, Julita, viveu 45 anos de casamento, construindo uma história marcada pelo amor e pela cumplicidade.
Costumava brincar que teria filhos até nascer um menino, mas, acima de tudo, orgulhava-se de cada um deles e fazia questão de compartilhar suas conquistas. Estendeu esse mesmo carinho aos genros Jean e John e à nora Viviane, tratando-os como parte inseparável da família.
Como avô, deixou lembranças que permanecerão para sempre. Incentivou Valentina no esporte, cultivou com Pietra o gosto pelas charadas e pelas longas conversas, foi o colo tranquilo para João, o sorriso esperado por Gabi na saída da creche, recebeu o carinho de Marina e transmitiu ao pequeno Vicente seu nome, seu sobrenome e um legado de amor.

Em todos os discursos que fazia, repetia uma frase que refletia sua forma de viver: “O que vale é a família”. Esse sempre foi o seu maior patrimônio.
Hans também apreciava as coisas simples: as conversas na praça, o rádio, que o acompanhava desde a infância, e a paixão pelo Flamengo e pelo Floresta, time do qual foi presidente, em 1992.
Até o fim, enfrentou a vida com coragem, fé e esperança. Mais do que a imagem do Papai Noel, Hans Bahr deixa o exemplo de um homem que fez da família, da generosidade e da alegria o verdadeiro sentido de sua história. Seu legado permanecerá vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.




