Polícia vai investigar queda de helicóptero em Joinville

A missão: sequestrar um helicóptero, fazer o piloto se aproximar do pátio do presídio de Joinville e resgatar um preso.

Este seria o plano de criminosos que acabou terminando com a morte de três pessoas a partir da queda da aeronave, no bairro Paranaguamirim, na tarde desta quinta-feira em Joinville.

A informação circula em bastidores da Polícia Civil e inclusive entre delegados da cúpula, em Florianópolis. À noite, ficou definido também que a investigação será em conjunto com a Polícia Federal (PF), a quem compete apurar crimes que envolvem aeronaves, segundo a legislação.

O plano deu todo errado e por qual motivo a polícia ainda não sabe. Após o fato, áudios de redes sociais enviados por supostos comparsas circularam em grupos policiais e ajudarão na apuração.

Nas mensagens constam até o nome do suposto preso, que seria ligado a uma facção criminosa, mas longe de ser uma grande liderança do crime organizado, conforme confidenciou um delegado.

Em comunicado na noite de quinta-feira, a Polícia Civil disse que o caso ficará sob responsabilidade da Polícia Federal, que concentrará as investigações e informações.

Conforme fontes da polícia, criminosos sequestraram o helicóptero em Penha se passando por clientes que gostariam de locar um voo para ver terras particulares em Joinville. O valor do aluguel, de R$ 3,1 mil, foi pago em dinheiro. 

Sobre o preso a ser resgatado, a polícia apura se ele estaria no momento do resgate em uma área a céu aberto da unidade prisional joinvilense. A informação investigada é que o detento receberia uma visita à tarde, quando então os comparsas de uma facção criminosa aproveitariam para pousar com o helicóptero sequestrado.

A queda da aeronave pode ter sido por causa de uma discussão dentro do helicóptero, revelou um policial. Isso por causa da capacidade de ocupantes, que seria de no máximo quatro pessoas. Como já havia essa quantidade dentro, um deles teria ameaçado jogar outra pessoa para fora, o que teria gerado tiros e a queda, mas as autoridades ainda não confirmam essa versão.

O sobrevivente tem antecedentes policiais e deverá ser autuado em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte). Não há registro desse tipo de resgate de preso em Santa Catarina.

Informações: Diogo Vargas - NSC Total / Diário Catarinense

Foto: Scheila Kraisch 

Data: 09/03/2018
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