Catástrofe de 2008: a cobertura jornalística da Rádio Pomerode

Há exatos dez anos, Pomerode e praticamente todas as cidades do médio vale estavam em estado de calamidade. Tropas do exército se empenharam em uma operação contínua de resgate na cidade de Ilhota, após o grande deslizamento do Morro do Baú. Inúmeros municípios, assim como Pomerode, estavam isolados após barreiras terem obstruído as rodovias que cortam a região, enquanto a chuva não parava. Um dilúvio assolou o vale e deixou a cidade paralisada após meses de chuva e um final de semana que todos os catarinenses gostariam de esquecer. O deslizamento de uma casa em Testo Central e outra no Ribeirão Souto, quedas de barreiras em diversas localidades, deixando comunidades isoladas, além da explosão do gasoduto na BR-470, em Blumenau, aliada a falta de luz, água e comida foram alguns dos episódios mais memoráveis daqueles dias difíceis para a população de Pomerode.

 
Neste momento, em que as informações eram poucas e muitas famílias ficaram sem comunicação, foi através do rádio de pilha que a comunidade pôde se informar de toda a situação em tempo real. Durante mais de 24 horas ininterruptas, a Rádio Pomerode ficou no ar através do canal 1580 AM prestando serviço, em contato com a Defesa Civil e a secretaria de obras da Prefeitura Municipal, noticiando pontos de queda de barreiras, verificando a situação de casas em áreas de risco e auxiliando moradores que precisavam de mantimentos ou que estavam em busca de informações.
 
Nesta semana, o Jornal de Pomerode, que também trabalhou em parceria com a Rádio Pomerode durante a catástrofe climática, contribuindo com informações da cidade, gravou um vídeo com Salmos de Souza, em que ele narra os bastidores da cobertura e o sentimento que o evento climático propiciou.
Confira no link abaixo o depoimento de Salmos de Souza em vídeo produzido pela equipe do Jornal de Pomerode.
 
Na manhã da última quinta-feira, Salmos de Souza, Leandro Melo e Cesar Lopes também dedicaram um bloco do programa A Voz da Comunidade para relembrar a cobertura e mais uma vez reforçar o papel fundamental do rádio como única corrente de informação durante a catástrofe climática que completou dez anos no último dia 22 de novembro. 
 
Ouça abaixo a íntegra da entrevista.

Data: 26/11/2018
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